Certa vez ouvi a seguinte frase: "Desenhar é fácil, basta correr o risco". Nunca mais esqueci essa frase, mas nem sempre coloquei em prática a moral dela.
Correr o risco não é simples assim, mas também não é tão dificultoso e complicado como nós costumamos "pintar". Muitas vezes me peguei pensando: "Ah! Se eu tivesse feito assim", "Se eu tivesse arriscado assado". Pois é, não fui muito ousada, mas pensando bem, eu optei. Optei por fazer nada ou fazer algo diferente.
Você pode não entender o que quero dizer, mas possivelmente também já teve medo de desenhar e acabar borrando o desenho, né? Para a vida, não há borracha.
"Rir é correr o risco de parecer tolo.
Chorar é correr o risco de parecer sentimental.
Estender a mão é correr o risco de envolver-se.
Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu.
Defender seus sonhos e idéias diante da multidão é correr o risco de perder as pessoas.
Amar é correr o risco de não ser correspondido.
Viver é correr o risco de morrer.
Confiar é correr o risco de decepcionar-se.
Tentar é correr o risco de fracassar.
Mas os riscos devem ser corridos, porque o maior perigo é nada arriscar.
Há pessoas que não correm riscos, nada fazem, nada têm e nada são.
Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas nada conseguem, nada sentem, nada mudam e não crescem, não amam, não vivem.
Acorrentadas por suas atitudes, viram escravas e se privam da liberdade.
Somente a pessoa que corre riscos é livre!"
Seneca, Orador Romano

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